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Turistas estrangeiros, apesar de apreciarem as belezas do Amazonas, reclamam de problemas, como a falta de limpeza e recepção deficiente – foto: Márcio Melo |
Apesar de estacionado no tempo em termos de produtos turísticos, o
Amazonas começa a viver sintomas positivos de fidelização do turismo na
cidade de Manaus. Pesquisa, realizada em agosto, apontou que 80% dos
turistas estrangeiros afirmaram que recomendarão a cidade como rota
turística e 64% afirmaram que Manaus atendeu plenamente as suas
expectativas e 84% ficou satisfeito com a hospitalidade do manauense.
Levantamento mensal realizado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas
Empresariais do Amazonas (Ifpeam) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro
e Pequenas Empresas do Amazonas (Sebrae-AM), ouviu 385 turistas, sendo
227 de origem estrangeira e 158 nacional. Ouviu também 90 donos de
estabelecimentos ligados diretamente ao turismo.
Segundo assessor para assuntos econômicos da Federação do Comércio de
Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), José Fernando
Pereira da Silva, responsável pela pesquisa, os números revelaram que a
cidade vive uma lua de mel com os turistas, principalmente o
estrangeiro. “Há um percentual bem grande de turistas que pretendem
voltar para Manaus, atraídos por peculiaridades como a selva, o teatro
Amazonas, a hospitalidade e especialmente a gastronomia, que é muito
elogiada por todos”, disse.
Os principais mercados de turismo para Manaus, de acordo com o
economista, são o turismo de negócios e o de lazer. Depois de Manaus, na
região metropolitana, a segunda cidade mais procurada pelos visitantes é
Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros de Manaus) e o município de
Silves (a 204 quilômetros de Manaus) começa a se fortalecer como polo
turístico.
Entre os números favoráveis, o coordenador da pesquisa apontou como
pontos negativos citados pelos turistas a falta de mais informações
sobre a cidade como principais pontos da cidade e atrações culturais no
Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. “Eles reclamam da falta de certo
conforto do nosso aeroporto e de um birô e folhetaria com informações
sobre melhores lugares da região. Reclamaram também do transporte
público e da limpeza da cidade. Mas, no conjunto da obra, eles gostaram
da capital”, disse.
Sobre os pontos negativos, o sentimento da Fecomércio, segundo José
Fernando, é de que o Estado é carente de políticas públicas voltadas ao
setor do turismo ‘com maior agressividade’. Num comparativo com o Estado
do Pará, que focou no setor há mais de dez anos e que em breve irá
inaugurar um aquário de espécies amazônicas, ele observou que o Amazonas
não aproveita o potencial que tem como alternativa ao modelo Zona
Franca de Manaus (ZFM).
Diante da falta de produtos turísticos, o economista disse que na
Região Metropolitana de Manaus (RMM) e nos municípios dos arredores, há
muito a se explorar como, por exemplo, o turismo religioso que poderia
funcionar com maior intensidade no município de Itapiranga (a 227
quilômetros de Manaus.
“Na região próxima à Goiânia, o turismo religioso é muito forte. E aqui nós temos o santuário de Itapiranga que poderia ser melhor explorado”, apontou o especialista.
Ocupação
No mês de agosto, 66,7% dos gerentes e donos de estabelecimentos
ligados ao turismo responderam que o nível de ocupação foi igual ao do
mês de julho, 22,2% afirmaram que foi superior e apenas 11,1% disseram
que foi inferior. Para o mês de setembro, 96,3% desses operadores
classificaram como boa a expectativa para a taxa de ocupação.
Via http://www.emtempo.com.br - Por Emerson Quaresma do EM TEMPO
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