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Muralha da China, em 2016 (Patrick Schroeder/Arquivo Pessoal/Reprodução/Reprodução) |
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Em entrevista ao site de VEJA, Patrick contou o que aprendeu em quase 10 anos de viagem, para ajudar aqueles que também desejam rodar o mundo com um orçamento limitado.
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1. Nenhum país é caro se você usar bem o dinheiro
(Patrick Schroeder/Arquivo Pessoal/Reprodução/Reprodução)
Como gastar seu dinheiro em uma viagem é questão de escolha: é barato conhecer lugares turísticos, desde que seja com menos mordomias. Patrick já foi à França e a Bangladesh com os mesmos 15 dólares diários.
“Obviamente países mais pobres têm preços menores, mas as despesas se mantêm as mesmas. O que muda é o nível de conforto”, diz o ciclista. Segundo ele, a maior parte dos países da África e da Ásia, por exemplo, permite alguns luxos. -
2. Planejar muito não compensa
(Patrick Schroeder/Arquivo Pessoal/Reprodução/Reprodução)
Antes de começar uma jornada, Patrick escolhe uma região do mundo e pesquisa sobre os vistos necessários. Sua estratégia é organizar a programação apenas dos primeiros dias, para ter maior flexibilidade. Desta forma, ele pode ir embora sem empecilhos quando não gostar do local e não precisa cancelar planos, ingressos e passagens – possivelmente perdendo dinheiro.
“Uma vez fiquei dois meses em uma cidadezinha da Colômbia. Em compensação, cheguei em Milão, na Itália, quando estava chovendo e decidi pegar um trem para Florença, onde tinha sol”, conta.
Em relação às finanças, é importante manter um plano de gastos, mas nada muito complexo. Para Patrick, um caderno é suficiente para anotar quanto tem de dinheiro, gastos do dia e próximas despesas previstas.
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3. Pegue poucos aviões
(Patrick Schroeder/Arquivo Pessoal/Reprodução/Reprodução)
Sempre opte por viajar por terra, mesmo que algumas companhias áreas pareçam oferecer passagens baratas. Em viagens de trem ou ônibus é mais fácil transportar bagagens, as taxas são menores e a localização das estações costuma ser mais central do que de aeroportos, o que diminui gastos com deslocamento.
“Também tente fazer paradas, ao invés de uma viagem com o mesmo destino inicial e final. Assim, você evita um voo caro de volta para casa”, explica Patrick. -
4. Peça carona, caminhe ou pedale
(Patrick Schroeder/Arquivo Pessoal/Reprodução/Reprodução)
Quando não consegue usar sua bicicleta para se deslocar, Patrick aposta em caronas e caminhadas, assim não depende de gasolina, seguro ou passagens: “Enquanto você tiver seu próprio meio de transporte pode alcançar destinos que estariam fora de questão de outra forma, por exemplo, aonde nenhum transporte público vai”.
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5. Evite restaurantes
(Patrick Schroeder/Arquivo Pessoal/Reprodução/Reprodução)
Patrick é adepto de supermercados, padarias locais e comidas de rua. Nem sempre são as mais saudáveis, mas são as opções mais acessíveis. “Evite restaurantes e, principalmente, evite comer próximo de destinos turísticos”, aconselha. Se quiser uma refeição mais chique, a dica é se afastar de onde todos os viajantes vão e procurar por estabelecimentos frequentados por nativos. -
6. Hospede-se gratuitamente
(Patrick Schroeder/Reprodução/Reprodução)
Em sites como Couchsurfing e Warm Showers, diversas pessoas oferecem acomodação gratuita para viajantes e, de quebra, ainda é possível se envolver mais com a cultura local. Acampar na rua também é uma opção, mas é ilegal em algumas cidades grandes.
“Hostels são ótimos para conhecer pessoas, mas não devem ser usados todas as noites, mesmo aqueles em que a diária é 5 dólares”, afirma Patrick. O que parece barato no início pode acabar representando uma soma grande no final da viagem. -
7. Saiba o peso de todos os seus pertences
(Patrick Schroeder/Arquivo Pessoal/Reprodução/Reprodução)
Não adianta economizar durante toda a viagem e gastar com excesso de bagagem. “Pese tudo. Parece bizarro, mas se você não sabe quanto cada objeto pesa, não vai perceber onde está o problema”, aconselha Patrick. Uma de suas ferramentas favoritas é o site LighterPack, onde é possível organizar o peso da mala ao longo da viagem, adicionando compras e retirando o que foi usado. -
8. Compare o que levou e o que usou
(Patrick Schroeder/Arquivo Pessoal/Reprodução/Reprodução)
Para os turistas frequentes, a dica de Patrick é uma tabela simples com as colunas “para que usarei?”, onde descreve o objetivo de cada item, e “para que usei?”, que preenche durante o trajeto. Desta forma, é mais fácil para quem viaja ter ideia do que costuma ser realmente necessário e o que é apenas um gasto e um peso extra. “Eu não ficaria surpreso se muitos itens acabarem em ‘não usei de forma alguma’”, diz. -
9. Leve tudo o que precisa, mas não tudo o que pode precisar
(Patrick Schroeder/Arquivo Pessoal/Reprodução/Reprodução)
Excesso de precaução não é sinônimo de economia. “Eu não levo nada duplicado comigo”, conta Patrick. Em uma viagem de uma semana, ele carrega três mudas de roupa e uma mochila pequena com seus pertences essenciais. Segundo o ciclista, costuma ser mais barato fazer compras à medida que surgem necessidades, do que sair de casa imaginando tudo o que pode ser usado. -
10. Destinos pouco conhecidos costumam surpreender
(Patrick Schroeder/Arquivo Pessoal/Reprodução/Reprodução)
Depois de conhecer quase todo o mundo, Patrick afirma que se surpreendeu positivamente com o Oriente Médio e a maior parte dos países africanos. Em lugares menos acostumados a receber viajantes, os nativos costumam ser amigáveis e incrivelmente hospitaleiros. “Eu praticamente não gastei nada no Sudão, por exemplo. Os moradores locais me ofereciam acomodação, comida e chá constantemente”, conta.
Se você quer conhecer novas culturas, fuja dos roteiros tradicionais. Para Patrick, a Austrália é um dos destinos mais superestimados do globo. “Apesar de ter uma fauna exótica, é mais do mesmo que a maior parte de nós, ocidentais, está acostumada a conviver em casa”, explica.Via http://veja.abril.com.br
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